Ricardo Berzoini afirma que ‘incidente’ não vai parar o país

Novembro 28, 2015 Sem comentários »

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Dois dias depois da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, afirmou que o Palácio do Planalto não vai deixar um “incidente” de percurso prejudicar as votações no Congresso. Apesar da crise política provocada com a prisão do líder do governo no Senado, que tornou inviável a aprovação da proposta de mudança na meta fiscal nesta semana, o ministro disse ontem estar confiante na retomada das votações. “A quem interessa parar o País?”, questionou Berzoini, que é responsável pela articulação política do governo com o Congresso. “Só se for quem aposta no quanto pior, melhor”. Ao Estado, o ministro disse que, se o projeto de lei que altera a meta fiscal de 2015 não for aprovado, não haverá como bancar a execução orçamentária. “Temos um desafio importante a cumprir”, insistiu. Por causa da crise, a presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem que faria, na próxima semana, ao Vietnã e Japão. O Planalto alega, porém, que o cancelamento da viagem não pode ser debitado na conta da política, mas, sim da economia. O motivo é que o governo vai baixar na segunda-feira um decreto, bloqueando pouco mais de R$ 10 bilhões, para não dar margem a novos questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. ‘Nada a ver’. Mesmo com todas as dificuldades, Berzoini não vê um cenário tão sombrio pela frente e procurou demonstrar otimismo. “O caso Delcídio será tratado onde deve ser tratado. Ele vai prestar contas para quem de direito”, amenizou ele. “Se um líder do governo falou coisas impróprias, o que isso tem a ver com o governo? Nada. Ele vai ter de se explicar. Não vemos qualquer razão para que não possamos trabalhar normalmente na semana que vem, por causa deste incidente.” O governo ainda não decidiu quem será o substituto de Delcídio na liderança do Senado e Berzoini vai ouvir os líderes de todos os partidos da base aliada, na segunda-feira, antes de Dilma bater o martelo sobre a indicação.

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