Ilheenses representam o Brasil em mundial de pesca, no Reino Unido

Abril 19, 2018 Sem comentários »

Seja em terra ou em alto-mar, Ilhéus possui centenas de praticantes da pesca desportiva, quer por lazer quer em competição. “A este nível, os brasileiros estão entre os melhores do mundo”, ressalta Roberto Mendonça, um dos diretores do Clupesil. As pescadoras Vilma Souza (campeã em 2016) e Maria Neuza, atual campeã de 2017, ambas sagradas como as melhores pescadoras nacionais, são filiadas ao Clube de Pesca de Ilhéus e representam a cidade em diversas competições. É que elas fazem parte do time Brasil de pesca, na modalidade surfcasting e se juntarão a outras três atletas para disputar entre 14 e 27 de outubro, o Campeonato Mundial de Pesca, no País de Gales, Reino Unido.

Desde pequena, Maria Neuza gostou de pescar junto com seu pai, mas foi há 14 anos que decidiu investir na carreira esportiva. Atual campeã brasileira, a ilheense argumenta que o a pesca surfcasting acontece em praia em situações de mar revolto. Ela disse que “para que haja esta modalidade, são necessárias praias recortadas caracterizadas por uma grande inconstância do seu perfil e grande frequência de mar batido. É nestas condições que alguns dos peixes procuram alimento. Com uma boa ondulação, as águas são bem oxigenadas e o fundo da praia é agitada o suficiente para pôr os peixes a procurar comida”, explica Neuza.

Time Brasil – Além de Vilma Souza e Maria Neuza, a seleção brasileira de pesca que disputará o mundial é formada por Magali Menezes, de Sergipe; Joselda Josefa, do Recife e Alice Komoto, de Fortaleza, esta última, a terceira melhor do mundo em 2017, na África do Sul. Segundo as atletas, a delegação brasileira será formada por 14 pessoas, incluindo capitão e sub-capitão. “Para este tipo de pesca não basta ter uma boa técnica e bom material, embora sejam indispensáveis, é bem mais importante a prática, a observação do mar e a acumulação de experiências. A seleção está bastante confiante e temos grandes chances de vencer”, acredita Vilma.

No ano passado, Vilma participou do mundial realizado em Langebaan, na Cidade do Cabo – África do Sul. Ela conta que, apesar das dificuldades, venceu limites e superou suas próprias expectativas. Muitas foram as barreiras enfrentadas, manifesta Vilma. “Em meio a 60 atletas, fui a 30ª do ranking, marca inédita para uma brasileira neste esporte. Competi praticamente ao lado da Andrea Pina, sagrada a melhor do mundo. Depois das proezas esportivas no continente, trouxe em minha bagagem histórias, experiência e um propósito: trazer o título da pesca mundial para a nossa terra, para o nosso Brasil”, afirma.

Barreiras –Vilma e Neuza, ambas com cerca de 15 anos de pesca, treinam firme para o mundial, mas esbarram na falta de equipamentos modernos e do principal: falta de patrocínio. Embora tenham que enfrentar tais obstáculos, as meninas da pesca, como são chamadas, acreditam que até às vésperas do mundial, conseguirão viajar com tudo pronto, já que precisam estar naquele país cerca de uma semana antes para participarem do treino oficial. Outra dificuldade segundo elas, serão as provas noturnas em águas frias das penínsulas do Reino Unido, nas regiões costeiras conhecidas por estarem entre os melhores pontos de pesca marítima onde a luz parece mais suave e o ar fresco.

A história esportiva do Brasil reúne muitas conquistas de recordes mundiais e olímpicos, e a pescaria não fica de fora quando o assunto são os campeões. A pesca esportiva é uma evolução ecologicamente correta da pesca amadora e está entre as atividades de integração social e lazer, mais difundidas no mundo. É uma atividade regulamentada segundo o tipo de pesca permitida, a espécie e a quantidade que se pode capturar, numa modalidade recreativa com a realização de concursos ou campeonatos onde vários pescadores competem pela quantidade ou peso de peixes capturados num certo período de tempo.

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