MS investe e pesquisa a chikungunya

Janeiro 13, 2020 Sem comentários »

Pesquisadores e autoridades em saúde pública, inclusive do Ministério da Saúde, se reuniram nA semana  passada para compartilhar conhecimentos sobre a chikungunya. O objetivo foi prover evidências de qualidade para guiar estratégias e políticas de atenção à saúde para a doença em todo território nacional.

 

A infecção pelo chikungunya, um dos vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, impõe muitos desafios ao sistema de saúde, como a sobrecarga. Essa é uma doença relativamente nova, já que os primeiros casos no país foram registrados em 2014.

A doença apresenta elevado número de pacientes com dor persistente e incapacitantes nas articulações e pouco conhecimento dos fatores relacionados ao óbito. Por isso, o foco foi apresentar os avanços no tema e as propostas para melhor condução e tratamento dos casos.

Em 2019, o Ministério da Saúde fez o maior investimento em pesquisas para doenças negligenciadas. A Rede Replick também faz parte dessas iniciativas e tem por objetivos buscar as melhores repostas, a partir de evidências científicas, para o tratamento e acompanhamento dos pacientes com chikungunya.

A Rede Replick é um consórcio de estudos clínicos aplicados à chikungunya que envolve 11 centros de pesquisa de 9 estados (RJ, BA, MS, SP, CE, PE, PR, AM e RR). Ela é coordenada pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, e conta com o apoio do Ministério da Saúde.

Em julho de 2019, o ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou três chamadas públicas de pesquisa em doenças transmissíveis e negligenciadas, de R$ 50 milhões. Esse foi o maior investimento já feito pela pasta nesta temática em um mesmo ano. Foram investidos R$ 24 milhões nas doenças.

Mais R$ 10 milhões exclusivamente para pesquisas sobre malária e R$ 16 milhões para estudos destinados à tuberculose. Além desses recursos, em novembro o MS lançou edital de US$ 20 milhões, em parceria com a com a Unitaid, para financiar pesquisas sobre doença de Chagas.

Desde a sua introdução, no ano de 2014, os casos e óbitos da chikungunya se concentraram na região Nordeste, com destaque para o Ceará, em 2017. Em 2018 e 2019, os casos se concentraram no Rio de Janeiro e, pela primeira vez, uma epidemia importante foi registrada na região sudeste do país.

Os sintomas começam com febre, dor de cabeça, mal-estar, dores pelo corpo e muita dor nas juntas (joelhos, cotovelos, tornozelos, etc), em geral dos dois lados, podendo também apresentar, em alguns casos, manchas vermelhas ou bolhas pelo corpo. O quadro agudo dura até 15 dias e cura espontaneamente.

Algumas pessoas podem desenvolver um quadro pós-agudo e crônico com dores nas juntas que duram meses ou anos. Em 2019, até 18 de dezembro, foram registrados 130,8 mil casos de chikungunya no país, com uma incidência de 62,3 casos/100 mil hab. Em 2018, foram 84,2 mil casos – uma redução de 55%.

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